Mobilidade

Apresentação

Atribuição da Carta Universitária Erasmus à ESAG

Na sequência de uma candidatura submetida à Comissão Europeia para a atribuição da Carta Erasmus para o Ensino Superior (Erasmus Charter for Higher Education), no âmbito do Programa ERASMUS+, foi atribuída a esta escola a referida Carta (ECHE) para o período 2014/2020. Mediante o compromisso de cumprir determinados princípios e implementar determinados procedimentos estabelecidos na Declaração de Política Erasmus, a atribuição da ECHE permite a participação no Programa ERASMUS+, relativo à mobilidade de estudantes e professores e cooperação no domínio do ensino superior em toda a Europa.

Declaração de Política Erasmus (Estratégia Global)

A ESAG considera a participação no Programa ERASMUS+ essencial para a concretização dos seus objectivos de desenvolvimento científico e de inovação pedagógica visando uma aprofundada e sustentável adequação a uma realidade cultural, social e económica particularmente complexa, marcada pela extrema mutabilidade e fluidez de uma globalização acelerada.
A estratégia de internacionalização da ESAG é determinada pelo interesse de confrontar as suas opções científico-pedagógicas com as de instituições de distintos contextos sociais e culturais, permitindo comparar resultados de aprendizagem e procedimentos de inserção profissional dos diplomados.
A selecção das entidades parceiras para a mobilidade de estudantes e docentes terá, como critério primeiro e decisivo, a proximidade das áreas científicas das formações, no sentido de facilitar a elaboração de Contratos de Estudos, bem como o intercâmbio de docentes em missões de ensino. A percepção da qualidade dos cursos, mediante a consulta de Estruturas Curriculares e de Planos de Estudos bem como de outras indicações de ordem pedagógica, é igualmente um critério muito relevante. A dimensão das escolas será igualmente considerada, privilegiando-se escolas de média e pequena escala, sem contudo se preterir outras opções de maior escala, desde logo por razões de proximidade e qualidade científica e pedagógica, mas também por se entender positivo para os nossos alunos a vivência de realidades académicas mais densas e cosmopolitas.
A dinâmica cultural e artística envolvente da escola será igualmente muito valorizada, sobretudo no que concerne à produção contemporânea.
No contexto da UE, a ESAG, em princípio, não considera relevantes quaisquer critérios de localização geográfica, considerando igualmente pertinente a realização da mobilidade num contexto socio-cultural de maior afinidade com a realidade portuguesa, como em sociedades manifestamente díspares sejam elas setentrionais ou meridionais, mais a leste ou mais a ocidente - as preferências e ambições dos estudantes não devem ser condicionadas senão por razões de ordem académica. Já no que se refere ao espaço fora da UE, a ESAG procurará encontrar parceiros no universo da lusofonia e dos países de expressão ibérica, nomeadamente na América Latina e em África, uma vez que se considera particularmente estimulante o contacto com realidades marcadas pela assimetria entre uma grande proximidade linguística - tanto no caso do português do Brasil ou de África como também do castelhano – e de diferenças, especialmente profundas nalguns casos, do contexto socio-cultural. Se a mobilidade Erasmus é sempre valiosa apenas por permitir a vivência de novas experiências de socialização, a par de outras de índole cultural dos mais diversos tipos, é a imersão num ambiente académico novo o motivo principal da sua realização, pretendendo-se que daí resulte um claro enriquecimento das competências do estudante e porventura uma distinta, que não necessariamente melhor, compreensão do seu campo de estudo.
Assim, quanto ao 1.º ciclo, as áreas de Desenho, BD/Ilustração e Design Multimédia poderão beneficiar de distintas abordagens pedagógicas e metodológicas e da disponibilidade de novos recursos documentais, enquanto áreas como a Animação, Tecnologias Digitais, Audiovisual e Técnicas de Impressão beneficiarão sobretudo do contacto com recursos tecnológicos mais vastos e eventualmente de mais elevado grau de especialização.
No âmbito do 2.º ciclo, também o Desenho e agora a Ilustração correspondem à 1.ª situação descrita acima, enquanto que no segundo caso se pode referir a Animação Digital, área em que o poder de computação gráfica é relevante, bem como a disponibilidade de software proprietário, que a ESAG optou por rejeitar em favor de software open-source, mas que é entendido em regra como uma referência do state-of-the-art na área.
No que concerne aos docentes, consideramos que todas as áreas disciplinares em ambos os ciclos, com especial incidência nas áreas científicas obrigatórias, são igualmente pertinentes e relevantes para enquadrarem a mobilidade docente, uma vez que a partilha de perspectivas científico-pedagógicas e abordagens metodológicas é um processo necessariamente enriquecedor.

No que respeita a projectos internacionais de cooperação, a ESAG, atendendo à sua dimensão e aos recursos humanos e materiais mobilizáveis, não perspectiva o seu envolvimento no plano da organização e implementação.

Contudo, considera viável a sua adesão a projectos já implementados que tenham como objectivo o aprofundamento de práticas pedagógicas inovadoras no domínio das artes, que permitam equacionar, entre outras, questões como:

  • A natureza do contributo do Desenho – uniformidade / especificidade - para a formação em áreas como a narrativa visual, a imagem animada, a comunicação científica, as artes plásticas;

  • Contextos artísticos e empresariais de aplicação da performatividade artesanal e corporal do Desenho;

  • O contributo dos meios digitais na reconfiguração do campo alargado da visualidade.

Mas também projectos que procurem responder aos problemas de empregabilidade nas áreas artísticas – ilustração, desenho, pintura, BD, técnicas de impressão - perspectivando tanto a promoção do pequeno empreendedorismo como novas estratégias de aproximação a empresas de maior dimensão que estabeleçam uma ruptura com o predomínio, tantas vezes estéril, de um Design frequentemente entendido como mero instrumento de eficiência tecnocrática.
Ou ainda projectos que visem construir, à escala europeia, redes de circulação de obras de diversos domínios artísticos, contribuindo para o debate em torno da noção de identidade europeia.

A ESAG tem uma elevada expectativa quanto ao impacto que a participação no Programa poderá ter na modernização da instituição, nomeadamente no que respeita à contribuição para o aumento das competências científicas e sociais dos seus alunos e ao reflexo positivo nos resultados da aprendizagem.
Será de esperar que do contributo conjunto da mobilidade de estudantes e docentes resulte um significativo desenvolvimento da qualidade real e perceptível dos cursos. Desse modo, é também expectável o aumento do número de alunos numa perspectiva de médio prazo o que terá reflexos positivos na sustentabilidade financeira da instituição.
Uma das consequências de maior alcance é a que se espera possa decorrer do aprofundamento de práticas de debate e de partilha de conhecimentos envolvendo sobretudo docentes mas também estudantes, com forte incidência no desenvolvimento do espírito de investigação e do fortalecimento de uma cultura de exigência.